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26 de junho de 2010

Chuvas, dores e esperanças


Chuvas, dores e esperanças


Eduardo Bomfim *

Mais uma vez o Estado de Alagoas é assolado pela fúria da natureza e vinte e oito municípios são atingidos pelo desastre, quinze em estado de calamidade pública. Trata-se de um drama de enormes proporções com cidades inteiramente arrasadas que mais parecem vítimas de bombardeios aéreos pesados.

Encontrei-me em Palmeira dos Índios com o Marcelo, prefeito de Quebrangulo, ali vizinho, absolutamente arrasado com as tenebrosas condições da cidade e do município, discutindo, responsável e tensionado, as ajudas e as formas de socorro tão necessárias e urgentes.

Entre os sertanejos, acostumados com as adversidades da natureza, inclemência do clima árido, apesar do verde do inverno, o temperamento humano e seco, o sentimento tem sido de solidariedade e emoções contidas, muito típico de uma gente curtida na carne e no jeito, e como disse Petrúcio, fazedores de poemas de pedras.

É verdade. Nas minhas andanças pelo Estado, conversando com as pessoas, vivenciei a reação dos alagoanos a essa catástrofe de extensa magnitude em dezenas de municípios, sob o olhar e a cultura dos sertanejos de Palmeira dos Índios a Santana de Ipanema e entre as duas cidades pólos, outras como Major Isidoro.

E de Maceió aos espíritos sóbrios das terras das almas dos fortes, como se fala dos sertanejos, a postura é sempre a de que se impõe a união dos alagoanos, sem exceção de ideologias e partidos, na defesa dos irmãos atingidos pelos caminhos do Paraíba e do Mundaú.

Chama-se a isso de centralidade da questão regional (a alagoana) para se combater as vicissitudes dos semelhantes da mesma terra, da mesma cultura e das mesmas identidades, das mesmas sortes e das mesmas sinas.

É também unânime a certeza de que será rechaçada qualquer atitude oportunista de aproveitadores, políticos ou para enriquecimento, das dores provocadas pela tragédia que nos assola.

Mas atenção porque ninguém demonstra que irá tolerar a postura demagógica de sob o justo argumento da união dos alagoanos para enfrentar tamanha catástrofe, abstraia-se a análise dos problemas políticos, administrativos ou técnicos que ficam expostos em nossa realidade.

O alagoano é sábio na compreensão da realidade em que vive e sabe muito bem formular as suas críticas e sonhar com suas esperanças possíveis e realizáveis. Já se foi o tempo de uma plebe rude, resignada aos comandos de uma aristocracia reinol de punhos de renda e talheres de prata.

Fonte:http://www.vermelho.org.br

21 de junho de 2010

AMA pede ajuda para reconstruir municípios



Imagens aéreas mostram destruição

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Luciano Barbosa, pede a ajuda da população para reconstruir os municípios que foram atingidos pelas chuvas e enchentes, nesses últimos dias.

Ao todo, 21 municípios foram atingidos - a Defesa Civil já contabiliza 19 mortes e cerca de 60 mil desabrigados e desalojados. ""A situação é indiscritível. É grande o desespero das pessoas", contou Luciano Barbosa, que ontem esteve em União dos Palmares, Murici, Branquinha e Rio Largo.

Pelo Twitter, o prefeito disse que o quadro é desolador. "O povo está com fome, sede e desesperado. Os pedidos são de alimentos, água e colchões. Precisamos de energia e limpar as ruas. Restabelecer o mínimo de dignidade", afirmou o presidente da associação. "Que tal cada cidade lançar uma campanha de solidariedade? Tipo "Arapiraca Solidária", "Palmeira dos Indios Solidária". E assim por diante", propôs.

Ele ainda disse que, em Branquinha, os prédios, escolas, a rodoviária, postos de saúde, a prefeitura, o matadouro e todo o comércio foi destruído. Luciano Barbosa, que também é prefeito de Arapiraca, disse que todos os municípios também precisam ajudar as vítimas. "Nós já disponibilizamos dez carros-pipa, eu sei que é pouco, mas precisamos fazer um mutirão com todas as prefeituras", contou.

Às 11h, Luciano Barbosa tem uma reunião com representantes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil. Ele disse que vai pedir a ajuda das empresas do setor, com máquinas e trabalho.

Quem puder ajudar, pode encaminhar donativos - principalmente água e comida - na sede da Associação, no bairro do Farol, em Maceió, ou na sede das prefeituras.

Fonte:http://www.tudonahora.com.br